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Espírito Santo, Brazil
Professora Educação Infantil. Costumo ser reservada e tímida, ás vezes gosto de ficar sozinha. Vivo o presente. Sou do tipo de pessoa que vive o “aqui e agora”. Não gosto deixar nada pra depois. Preciso de liberdade e independência para fazer minhas próprias coisas. Alegria sempre. Nada de ficar reclamando das dificuldades. Deus conhece nossa capacidade. "Posso não saber o quanto vou ter que caminhar, mas eu continuarei andando e sorrindo. Vou aprendendo a viver e a conviver. Levo comigo uma bagagem cheia de decepções, momentos felizes e alguns não muito.. meus erros, minhas lágrimas, minhas derrotas e vitórias... Não quero ser perfeita , eu quero é cair e levantar rindo... levantar e limpar as mãos e os joelhos e me preparar para correr de novo ,dessa vez mais rápido ainda. Se não quiser que eu te decepcione não faça demasiadas expectativas..."

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domingo, 3 de julho de 2011

Vende-se Tudo (Martha Medeiros)

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. 
  O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento.
Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes.
O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
  Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi.
Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava para subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir .

Fonte: texto recebido por e-mail.

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Aguardando a chegada de Otavio.

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Abençoada seja sua vinda, meu filho!

Foto: meu amor Anderson

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Foto: pais Josedino e Conceição

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